Chapecoense 1×4 Athletico: massacre na Arena Condá ou defesa que entregou?
Brasileirão Série A · Rodada 30
Chapecoense-sc |
1x4 | Athletico Paranaense |
| ⚽ Garcez 72' | Leozinho 6' ⚽ |
| Luiz Gustavo 29' ⚽ | |
| K. Viveros 31' ⚽ | |
| K. Viveros 78' ⚽ |
Arena Condá · Chapeco
O Athletico Paranaense não deu chance. Em 31 minutos na Arena Condá, já eram três a zero no placar e jogo resolvido. A Chapecoense até teve mais finalizações no total — 21 contra 11 —, mas a eficiência foi de quem veio de Curitiba. Leozinho abriu aos seis minutos, com assistência de Gilberto, e dali em diante foi passeio. Luiz Gustavo ampliou aos 29, e K. Viveros, de novo com passe de Gilberto, fez o terceiro dois minutos depois. A torcida em Chapecó viu o time da casa desmoronar antes do intervalo.
Rafael Lacerda mexeu no intervalo, tirando Marcinho e Dudu para tentar um choque. Entrou Yannick Bolasie, que pelo menos trouxe um pouco de velocidade. A Chapecoense teve 54% de posse no segundo tempo e pressionou mais, mas sem organização. Foram sete finalizações no alvo contra quatro do Athletico na etapa final, mas faltou veneno. Aos 72, Garcez diminuiu com assistência de Bolasie, e a Arena Condá respirou — por seis minutos. K. Viveros, que já tinha feito um, matou qualquer ilusão aos 78 e fechou a goleada em 4 a 1.
Os números mostram um jogo mais equilibrado do que o placar sugere: 46% de posse para a Chapecoense, seis escanteios contra sete, 1.75 de gols esperados contra 1.39 do Athletico. Mas futebol não é planilha. O time de Odair Hellmann foi cirúrgico nas finalizações — oito no alvo em 11 tentativas —, enquanto a Chapecoense desperdiçou: 21 finalizações, apenas sete no gol. Anderson fez seis defesas, Mycael só quatro. A diferença estava na pontaria e na frieza.
O Athletico controlou o jogo com passes — 380 certos em 437 tentativas, contra 327 em 373 da Chapecoense — e soube quando acelerar. Gilberto deu duas assistências antes de sair amarelado aos 84. K. Viveros foi o nome da partida: dois gols, presença constante, problema que a defesa catarinense não conseguiu resolver. Do outro lado, Giovanni Augusto sumiu, Garcez apareceu tarde, e a zaga de João Paulo e Kauan Faria Gomes não segurou ninguém.
A vitória fora de casa consolida o Athletico como time que sabe jogar longe dos seus domínios. A Chapecoense, por sua vez, viu a Arena Condá virar palco de humilhação. Pode até ter finalizado mais, mas finalizou mal. Pode até ter tido posse equilibrada, mas não criou perigo de verdade. No fim, 4 a 1 é pouco perto do que poderia ter sido se o Furacão não tirasse o pé no segundo tempo. Wilton Sampaio apitou sem grandes polêmicas, mas também não precisou: o jogo já estava decidido antes do intervalo.
OS NÚMEROS DO JOGO
| Chapecoense-sc | Athletico Paranaense | |
| 46% | Posse de bola | 54% |
| 21 | Finalizações | 11 |
| 7 | No alvo | 8 |
| 6 | Escanteios | 7 |
| 17 | Faltas cometidas | 11 |
| 1 | Impedimentos | 0 |
| 2 | Cartões amarelos | 1 |
| 4 | Defesas do goleiro | 6 |
A MESA DO ZÉ
Zé: Chapecoense finalizou 21 vezes e tomou quatro — alguém me explica isso.
Gordo: Explicação? Defesa amadora, goleiro frouxo e time que não tem vergonha na cara!
Expresso: Calma lá, o Athletico foi eficiente demais, oito finalizações no alvo em onze tentativas, isso é mérito do adversário.
Gordo: Mérito? Tomar três gols em 31 minutos é incompetência, não tem como defender!
Dr. Tático: Os números dão razão ao Gordo: 1.75 de xG pra Chapecoense contra 1.39 do Athletico, mas tomaram quatro.
Expresso: Mas criaram chances, tiveram posse equilibrada, o problema foi finalização ruim, não falta de vontade.
Gordo: Vontade? Acorda! Time que leva três no primeiro tempo em casa não tem é condição de disputar nada!
Zé: E o Rafael Lacerda, fica ou cai depois dessa vergonha?
Gordo: Tinha que sair hoje mesmo, time sem organização nenhuma na defesa!
Expresso: As mudanças no intervalo melhoraram, Bolasie deu assistência pro gol, não dá pra crucificar o cara.
Dr. Tático: Melhorou mas não resolveu — Anderson fez seis defesas, Mycael só quatro, e olha o placar.
O VEREDITO DO ZÉ
Pode finalizar 50 vezes se quiser, mas se tomar três gols em meia hora jogando em casa, o problema não é azar. É defesa que não funciona, meio-campo que não protege e ataque que desperdiça. O Athletico fez o básico: foi objetivo, matou no contra-ataque e não deu chance de reação. Chapecoense criou, é verdade, mas criar e não converter é o mesmo que não ter feito nada. Futebol se joga com a bola na rede, e quem colocou foi o Furacão.
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